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O Medalhão Mágico – O Reino de Damantiham (opinião)

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Mariana Lucera – “Jornalista, nascida em 1988 em Pontal, interior do estado de São Paulo. Começou a escrever O Medalhão Mágico aos 14 anos. Leitora voraz de literatura fantástica e romances policiais, a nerd, grande fã de Star Wars e O Senhor dos Anéis, decidiu deixar os personagens alheios para criar os seus durante as aulas de Matemática, que sempre odiou, rabiscando no meio dos cadernos os primeiros capitúlos da história de Emily Dismorri. Este é o primeiro livro da série O Medalhão Mágico, que também é composta por A Cidade Perdida, O Último Gardião e A Nova Era.

O Medalhão Mágico – O Reino de Damantiham
Editora: Ársis Fantasia ( Oitava Rima )
2013
Ilustrações e capa: Débora Neves
Literatura  infanto-juvenil
360 páginas
Opinião:
     A capa, da autoria da Débora Neves, pareceu-me honesta (reflecte a temática e o estilo da obra – o que nem sempre acontece hoje em dia) e sem exageros (também vai sendo raro…). Nota positiva, sem dúvida!

Este livro, que me foi gentilmente enviado pela Mariana Lucera – que conheci através de alguns dos Goor que atravessaram o oceano, divide-se em duas partes: a primeira passada no mundo “real” e a segunda em Damantiham, o universo imaginário.

Essa primeira parte foi uma agradável surpresa com a pequena Amy, a protagonista, a recordar-me as personagens de Enid Blyton, apesar da sua condição de “aventureira solitária”.

Logo nas primeiras páginas pressenti (posso estar enganado) que a autora estava a estender a homenagem inicial ao pai, na personagem de Jordan Dismorri: “Na verdade, para a menina, o pai era seu herói”. Um ponto positivo, numa visão meramente pessoal, pois não acredito em autores que se “alimentem” apenas dos livros que leram, esquecendo a sua experiência de vida. Esta suspeita leva-me a outras que confirmarei com a Mariana…

Amy é uma menina viciada em livros e representa na perfeição muitos dos jovens leitores (e não só…) a quem a obra se destina. Essa identificação será fácil e ajudará a criar um laço emocional com a história. Eu não fui imune a essa relação…
    “…em Damantiham, deviam ser iguais ao futebol em sua terra: provocava irracionalidade em nível alto nos homens.”

“… pois Emy não gostava de fritar no sol. Na verdade ela preferia o inverno.”

Sublinhei estas (e outras) frases e senti logo uma grande empatia por Emily, alguém com quem gostaria certamente de conversar ou acompanhar numa aventura. Nem sempre o dono de um Morgan é a melhor companhia numa trincheira…

Se, por um lado, o caminho trilhado pela personagem principal nessa primeira parte é fácil de decifrar, a autora é competente em despertar de um interesse crescente no enredo. A biblioteca transforma-se na “gruta de cristal” que dá acesso ao maravilhoso – uma visão juvenil, mas saudável, que não desaparece em mim e que gosto de encontrar amiúde.
Em relação à segunda parte, esclareço já um ponto: não sou um leitor habitual de livros que incorporem magia – por opção própria são poucos os que li até hoje. As minhas bases comparativas não são muitas e tentar opinar sem gerar spoilers será difícil… Mas aqui vai:

Em termos de escrita, não me recordo de ter encontrado erros.

   Na acção principal da obra não faltam as “revelações”, os “seres fantásticos”, as “batalhas” nem os “imprevistos” prometidos na sinopse. A aventura e a fantasia correm caudalosas neste livro e prenderão apreciadores do género (e não só…).
Por vezes há interrupções (quase sempre para explicações sobre o passado) que travam o ritmo de leitura, mas talvez sejam necessárias para o público-alvo.

Apesar da simpatia por Emy, a minha personagem preferida é… Amyla. Tenho uma preferência por personagens acídicas e a obra alimenta, em certos momentos, essa empatia pela vilã, personagem que me parece ser a que alcança maior complexidade. Consegui mesmo criar uma imagem mental da feiticeira, exercício que sempre me apraz. Confesso que cheguei mesmo a “torcer” por ela.

Obviamente, o livro, classificado como literatura juvenil, vive da dicotomia Bem/Mal, mas consegue diluí-la, aqui e ali, em tons cinzentos de heróis ligados a um egoísmo politiqueiro e vilões que não são “maus só porque sim”.

No fim, as personagens sobrevivem na nossa mente e alguns mistérios ( que considero fulcrais no enredo ) permanecem em aberto, o que nos leva a querer ler “O Medalhão Mágico: A Cidade Perdida”. Venha ele, então! Sabendo o que se vai ler, ninguém se sentirá enganado!

Nota:

A leitura ser feita sem qualquer problema. Palavras como “barganharmos” ou “pipocar” não dão sequer para tropeçar na leitura – e eu não sou daqueles que vê novelas e conhece de fio a pavio as particularidades do português do Brasil. Quem for de Portugal e quiser ler, não terá qualquer dificuldade.

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