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Curtas por Andreia torres: Nómada/Host – Stephenie Meyer

3 comentários

 

    Só alguém muito desatento poderá encontrar alguma originalidade na base desta história de “Ficção Científica” – o que isto me custou escrever! Não conhecem o trabalho de Jack Finney ou, pelo menos, uma das adaptações cinematográficas de Invasion of the Body Snatchers? Nem a Jadzia Dax do Star Trek Deep Space NineAnimorphs? Então voltem cá depois de terem aprendido alguma coisa…

      O pior é que Meyer cola nesta história a sua fórmula acéfala de Twilight – uma afronta a qualquer mulher inteligente e um péssimo modelo para as jovens – para mais um disparate que não passa de umas centenas de páginas de mais um “livro para tontinhas” – infelizmente há muitas e isto acaba por ser receita para o sucesso… O Péssimo é passar a filme! Tristes tempos estes…

     Lá temos uma história de amor doentio “meyeriana” (que se lixe o fim da humanidade…) e viva a estupidez masoquista! A história dos invasores também é ridícula, com claras falhas.

    Previsível, monótono, com uma prosa repetitiva, personagens planas e com personalidades irreais, sem profundidade, etc – all Meyer, portanto! Se tiverem dois dedos de testa e amor-próprio evitem mais este disparate!

    Querem algo “a sério”? The Possessors by John Christopher!

 

 

“If being a brainless fucktard was a crime, Stephenie Meyer would be going straight to the electric chair. No trial.”

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3 thoughts on “Curtas por Andreia torres: Nómada/Host – Stephenie Meyer

  1. Para opinião ficar melhor, só falta argumentos mais sólidos de ambos os lados. Primeiro, me perguntei por qual motivo você não citou “as claras falhas” de A Hospedeira e, segundo, por que “the possessors” seria “algo sério” e The Host não. Eu conheço ambos os trabalhos, se bem que não li o livro da Meyer e só conheço o filme, e concordo com seu ponto de vista. Gosto, entretanto, é algo tão subjetivo que o fato de você simplesmente dizer que um se sobrepõe ao outro não vai convencer seus leitores a entrar em algo tão sério como John Christopher. Não custa nada sustentar um pouco as suas afirmações com algumas ideias de suporte.

    Um abraço.

    • Caro Elder:
      Como o nome indica, as “curtas” são meros apontamentos com linhas breves e não uma resenha elaborada. Mas mesmo simples, a “indicação” está longe de se alicerçar meramente numa forma de gosto, mesmo sem o desenvolvimento – “Previsível, monótono, com uma prosa repetitiva, personagens planas e com personalidades irreais, sem profundidade”. Nenhum desses pontos são subjectivos numa análise do objecto abordado, apenas resumidas a tópicos. Talvez o post seja mais para “afirmar” do que para “convencer”… Aliás, esse “convencer” acaba por ser um recurso que dispenso – apenas indico, demonstro. Nada mais. Eu li John C. sem que ninguém me convencesse a tal. As pessoas hoje parecem isentas de curiosidade e só seguem modas e “conselhos” alheios. Não é esse caminho que pretendo. Até talvez seja mais para quem conhece as obras que refiro (como é o caso do Elder) do que para quem não o sabe. Em todo o caso, já sustentei anteriormente a minha posição relativamente a Meyer. Só um exemplo:

      “With the continued success of Twilight seemingly unending, Paul wonders how much longer Hollywood will appeal to mindless gender stereotypes.”

      In Den of the Geek

      Não é de hoje a tendência de muita da literatura para estereotipar as personagens femininas, reduzindo-as a meros adornos do enredo (assistentes dos heróis masculinos), sempre com características decalcadas de determinados modelos – a princesa indefesa, a rebelde desmiolada (ovelha negra), a ingénua virginal, a devassa de bom coração, a enfermeira, etc. Personagens geralmente acéfalas, imaturas, irreflectidas, inferiores e irracionais, cuja vontade se regula basicamente por impulsos de luxúria – eterna renovação de muitos dos aspectos do mito da tradição judaico-cristã e islâmica de Eva. Esse pecado original de Eva serviu (e continua a servir) de dogmática justificação para considerar a mulher um ente somenos na sociedade. Por alguma razão, Lilith foi apagada do Velho Testamento. Ao invés de Eva, mero restolho gerado de uma costela masculina, Lilith partilha a génese de Adão e assume um patamar hierárquico igual ao do companheiro masculino. Não é, portanto, de espantar que tenha sido apagada dos cânones. Entre esse sarapatel de escolher cuidadosamente a “verdadeira palavra de Deus” e os nossos dias passaram mais de mil e quinhentos anos. Estando nós já nos arrabaldes do séc. XXI seria de esperar que esses doutrinas já se tivessem esbatido ou mesmo desaparecido. Nada mais errado, os “cânones” permanecem vivos e brotam mesmo das fontes mais inesperadas. Prova disso mesmo são “cordelistas” franchise de grande sucesso como Stephenie Meyer que perpetuam esse tumor social. Mais trágica se torna esta situação quando esse tipo de livros se destina a idades em que a literatura assume um primordial papel de formadora de carácter. Os modelos oferecidos não podiam ser piores: Bella, uma personagem oca, plana, depressiva (doentia), submissa, sem aptidões, que passa a maior parte do tempo a questionar-se porque razão um belo rapaz (Edward, uma caricatura de um rapaz psicologicamente controlador que se torna o namorado de sonho de qualquer teen pela caneta de Meyer) se interessou por ela, uma rapariga vulgar em termos de beleza física – o seu grande problema existencial. A mensagem parece ser que alguém só pode ter algum valor mediante uma transformação que implique um acréscimo dessa beleza física. Um sublime apelo à cirurgia estética? Talvez. Sem dúvida um insulto a todos os que vêem a mulher para além da ideia de um mero objecto estético, um ultraje a quem tem consciência de ser mais do que isso. Repare-se que a própria Meyer refere a relação entre Bella e Edward neste termos: “and so the lion fell in love with the lamb”. A própria Bella refere-se a si como “stupid lamb” e Edward diz ser um “sick, masochistic lion”. Uma ode à auto-estima e inteligência, sem mais comentários…

      Há quem diga que o sucesso da “saga” (prefiro o termo franchise) se deve ao facto de as jovens actuais estarem na realidade muito próximas daquele “tosco molde” representado por Bella, sendo assim fácil a identificação com essa personagem. Espero sinceramente que não, pois isso representaria um retrocesso civilizacional, um malogro intelectual e o indício tão desejado pelos mesmos que eliminaram a perigosa Lilith. A sociedade patriarcal agradece!

      O perigo dos estereótipos é mais importante do se pode imaginar à partida – os eufemismos e desculpas não suavizam o problema. Não só influencia negativamente a avaliação feita por outros, relativamente a um determinado grupo, como ameaça a “performance” do indivíduo que esteja neles englobado, tal com demonstrou Steele.

      Mas os problemas de Meyer não se ficam por aqui, mas esse tema fica para uma próxima oportunidade.

      Andreia Torres

      “Both Rowling and Meyer, they’re speaking directly to young people. [. . .] The real difference is that Jo Rowling is a terrific writer and Stephenie Meyer can’t write worth a darn. She’s not very good.”

      Stephen King numa entrevista ao USA Weekend”

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