BLAZING WORLD

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Ícone do Terror: Milicent Patrick

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Eu sei o que está a pensar: Quem é Milicent Patrick? Esta bonita senhora foi protagonista em mais de 20 filmes e 12 séries de televisão. O seu nome verdadeiro era Mildred Elizabeth Fulvia di Rossi, e, segundo a lenda de Hollywood, nasceu baronesa italiana.

Ela também é a pessoa que projectou os mutantes em This Island Earth, todas as máscaras de Abbott e Costello Encontram Dr. Jekyll e Mr. Hyde, The Mole People e que criou o Xenomorph para It Came from Outer Space. Mas Milicent Patrick é mais famosa por criar o Gill-Man de The Creature from the Black Lagoon.

   Foi uma mulher projectou um dos mais famosos monstros de todos os tempos?

   Sim, mas a maioria das pessoas nunca soube disso, porque todo o trabalho de Patrick nesses filmes de terror nunca foi devidamente creditado.

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  Em 1954, a Universal lançou The Creature from the Black Lagoon em 3D. O estúdio planeava enviar Patrick numa digressão promocional, mas o chefe do departamento de caracterização, George Hamilton ” Bud ” Westmore enviou memorandos para a Universal objectando contra a intenção do estúdio em apresentar Patrick como ” The Beauty Who Created The Beast. ” Ele alegou que a criatura era inteiramente o produto de seus próprios esforços e será o seu nome a aparecer nos créditos do filme. Mais tarde, Westmore recusou-se a empregá-la novamente – depois de muitos protestos públicos junto dos directores do Universal Studios, acabando por ser ele a cair em desgraça -, destruindo uma carreia muito promissora em feitos especiais.

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Além dos fãs de Terror, poucos mais saberão quem foi Milicent Patrick, mas isso é deve-se essencialmente ao facto de ela levar uma vida muito recatada. Na verdade, o Screen Actors Guild tem-na registada como “desaparecida”, já que não há registo definitivo da sua vida, da sua morte, ou de seu paradeiro para lá do início dos anos 80, resumindo-se esta informação ao facto de ela se ter casado e divorciado duas vezes, intervalos na relação que manteve com o actor George Tobias por quase 40 anos, apesar de nunca se terem casado.

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Apesar de não ter visto o seu trabalho devidamente reconhecido em vida, os fãs de terror vão sempre saber Milicent Patrick foi a mulher que criou um ícone e que, sem saber, acabou por também se tornar um ao ter-se mantido mais de 50 anos na sombra de uma injustiça.

Fontes: Examiner.com / Tor.com (adaptado e traduzido)

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The (true) Hobbit

National Museum of Nature and Science, Tokyo

Muita coisa a respeito dos hominídeos extintos apelidados de hobbits permanece uma grande polémica dez anos depois que os fósseis foram descobertos na ilha indonésia de Flores. Porém, um novo estudo oferece uma contribuição forte à hipótese original a seu respeito: são os remanescentes de uma espécie distinta até então desconhecida que viveu até aproximadamente 17 mil anos atrás.

Comparações detalhadas mostram que o único crânio entre os restos de esqueletos é “claramente distinto” dos crânios de humanos modernos saudáveis, garante o estudo. Assim, o espécime fóssil pode muito bem merecer a designação de representante de uma espécie extinta, que os cientistas batizaram Homo floresiensis .
Boa parte do debate se concentrou em argumentos de cépticos segundo os quais esses hominídeos de cérebro e corpo pequenos não passavam de um Homo sapiens  moderno com uma entre várias desordens de crescimento, possivelmente microcefalia, síndrome de Laron ou hipotireoidismo endêmico, conhecido como cretinismo.

Em estudo publicado no periódico científico PLoS One , os pesquisadores afirmaram que seus achados “rebatem as hipóteses de condições patológicas”.

A principal autora, Karen L. Baab, antropóloga da Universidade Stony Brook, Long Island, disse que o estudo gerou as medidas mais precisas e abrangentes até agora do formato externo – cada crista e sulco, cada caroço e saliência – do crânio do Homo floresiensis .

As medidas foram comparadas com crânios de hominídeos fósseis extintos, incluindo oHomo erectus , neandertais e outras espécies arcaicas de hominídeos, com crânios de humanos modernos normais, além de humanos com cada uma dessas condições patológicas.

Os pesquisadores, incluindo Kieran P. McNulty, da Universidade de Minnesota, e Katerina Harvati, da Universidade de Tübingen, Alemanha, concluíram que o crânio do H. floresiensisera mais parecido com os vários hominídeos fósseis do que com os humanos modernos normais ou com aqueles com as patologias. Durante entrevista, Baab contou que eles “tentaram testar praticamente todas as hipóteses” e oferecer “uma visão muito mais completa” do formato do crânio do hobbit, comparado aos estudos anteriores.

De acordo com ela, os achados completaram a pesquisa anterior conduzida por Dean Falk, antropólogo da Universidade Estadual da Flórida, especializado em evolução cerebral. Eles utilizaram tomografias computadorizadas para criar moldes internos mostrando o formato do cérebro a partir da impressão deixada por ele na superfície interna do crânio. Os estudiosos chegaram à conclusão que o hobbit era uma espécie nova relacionada estreitamente com oH. erectus e não um humano com microcefalia.

Os fósseis do H. floresiensis foram encontrados em 2003, enterrados em sedimentos da entrada de uma grande caverna conhecida como Liang Bua. Desse nome veio o rótulo LB1 para o único crânio, que não é maior do que uma toranja. O tamanho sugere que o cérebro tinha menos de um terço do de um humano. A partir de outros pedaços do esqueleto de oito indivíduos, os hobbits mediam cerca de 90 centímetros, caminhavam erectos e, em termos anatómicos, eram mais primitivos do que o H. sapiens .

in Último Segundo


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Pedra surgiu de forma misteriosa em frente da câmara da missão Opportunity.

Uma comparação entre duas fotos do mesmo local, do 3528 sol ao 3540 (sols são as medidas dos dias marcianos) - em teoria a formação apareceu em um intervalo de 12 dias marcianos (Foto: nasa/ caltech)

UMA COMPARAÇÃO ENTRE DUAS FOTOS DO MESMO LOCAL, DO 3528 SOL AO 3540 (SOLS SÃO AS MEDIDAS DOS DIAS MARCIANOS) – EM TEORIA A FORMAÇÃO APARECEU EM UM INTERVALO DE 12 DIAS MARCIANOS (FOTO: NASA/ CALTECH)

Ao analisar imagens da sonda Opportunity, em Marte, cientistas encontraram uma formação misteriosa. Basicamente, uma rocha apareceu misteriosamente diante das câmeras, como se tivesse ‘brotado’ do solo.

“Ficamos completamente surpresos”, afirmou o cientista da Nasa, Steve Squyres, para aDiscovery News. “Ficamos, tipo, ‘espera um segundo, aquilo não estava ali antes, não pode estar certo’. Estamos absolutamente surpresos”.

Mas antes que você pense em aliens ‘tirando uma’ com nossos cientistas, vale saber que a hipótese mais aceita é a própria sonda Opportunity tenha esbarrado na rocha e a movido para a frente de sua câmera. Astrônomos também apontam a possibilidade da pedra ter caído no local após um meteoro passar pelo local.

“Acho que a culpa foi nossa mesmo”, declarou Squyres

 

in Galileu


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5 anos de Leituras

Pelo menos algumas das pessoas que se cruzaram comigo por estes mundos da net, conhecem-me deste lugar:

ImageE este meu cantinho de leituras, o sítio onde estou sempre, mesmo quando não tenho tempo para mais nada, fez ontem 5 anos. Por isso, se já conhecem a minha “casa”, obrigada por serem das pessoas que fazem com que valha a pena. E, se não conhecem, sejam bem-vindos quando me quiserem visitar.

 


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[5 Anos Blog Morrighan] Passatempo Especial Autores Portugueses II

CoverFB

 

O blogue da Sofia Teixeira tem para oferecer um exemplar da segunda edição de Goor – A Crónica de Feaglar e outro do Soberba Tentação da Andreia Ferreira.

Aceda ao link e saiba como participar:http://www.branmorrighan.com/2014/01/5-anos-blog-morrighan-passatempo_3.html

 

PassatempoGoorAndreia


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50 Days on Earth (Robert B. Holland)

No aliens. No zombies.
Only man – and that was more than enough…

Em 2014 a Ficção científica estará de volta! Fique atento ao “Grifo Vermelho”…

Sci-fi, Ficção Científica, Portugal

Sci-fi, Ficção Científica, Portugal

Esclarecimento:

   Este livro irá estar disponível em 2014, apesar de ainda não haver uma data concreta para o lançamento. Essa é uma promessa pessoal que vos faço.

    Não temos qualquer contrato com uma editora, apesar de estarmos abertos a qualquer proposta de uma (a sério). No entanto, muitas procuram os “fast books” com condimentos das modas actuais e este livro não será nada disso… Também não temos acordos com blogs “mainstream” para uma futura divulgação. Não me parece que possamos ombrear com máquinas bem oleadas e em pleno funcionamento… Os poucos que tivermos para “marketing” serão entregues a quem nós sabemos que os irá realmente ler e opinar de forma isenta e competente.

    A nossa certeza é que iremos tentar trazer algo “diferente” para o mercado – esta frase deverá reflectir que a nossa preocupação não é quantitativa. Não será, certamente, um livro para agradar às massas. Mas pretende agradar a outros… A única incógnita prende-se precisamente com o nível de sucesso que teremos nesse objectivo qualitativo. Estará o “50 Days on Earth” à altura do desafio? Espero que sim.

Andreia Torres


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O Regresso dos Deuses – Rebelião (Editorial Presença)

Calédra, antiga rainha dos aurabranos, é acordada após um sono de décadas, qual Rei Artur destinado a ressurgir no momento de maior necessidade. Mas aqui começa também o calvário desta personagem: as expectativas de um mundo pesam sobre esta guerreira singular, mas ainda desorientada perante a nova era. A reacção não poderia deixar de ser intempestiva; de vontade férrea, aceita a sua responsabilidade, mas nos seus próprios termos.

Crescentemente, Calédra torna-se um “buraco-negro” que condiciona amigos e inimigos. Para além disso, é esta a personagem que marca todo o livro, e é ela que o carrega do princípio ao fim. Dona de uma personalidade indomável, revelando-se muitas vezes prepotente, arbitrária, ou apenas moralmente alheada, Calédra demonstra uma aposta de Pedro Ventura em criar uma protagonista em tudo diferente do molde já batido da comum fantasia épica.
Aliás, também o arco de história, que engloba mais do que este livro, deixa, principalmente na figura dos endeusados Holkan e da sua relação com Calédra, pistas que remetem esse mesmo registo de fantasia épica para um suspeito véu colocado sobre a nossa percepção da realidade.

Toda a narrativa está bem construída (para um volume que funciona como introdução a uma obra mais vasta), mas assenta fortemente na aceitação do leitor em se tornar em mais um dos seguidores indefectíveis de Calédra. Sem essa “submissão”, que o autor consegue lograr pelo arrojo com que impõe a protagonista, imagino que a leitura seja dificultada. Com uma escrita adulta, e um enredo que muito se aproxima de um espírito quase shakespeariano, Pedro Ventura faz poucas concessões ao facilitismo, ocupando uma posição na actual literatura fantástica nacional que, apesar de não esvaziada de executantes, era urgente reforçar.

A linguagem utilizada poderá revelar-se outro ponto de ruptura. Assumidamente grandiloquente, poderá para alguns leitores ser insuportavelmente pomposa. Verdadeiramente, o nível de tolerância é marcado pela imersão que o leitor ser permitirá ter na história. E esta limitação inicial acaba por ser uma mais-valia para o seguimento da leitura; quer quando existem alguns episódios cuja exposição está menos conseguida, quer quando as atitudes das personagens dificultam a manutenção de empatia ou identificação do leitor com as mesmas. Mas para quem lá chegar, a leitura já se terá tornado compulsiva.

Apresentando-se como um (re)início ambicioso, e deixando no final das suas páginas a promessa de maiores revelações num volume vindouro,Regresso dos Deuses – Rebelião marca, em boa hora, a “descoberta” de Pedro Ventura pelo grande público. Estão de parabéns o autor e a editora, por esta honrosa adição à colecção Via Láctea.