BLAZING WORLD

Science Fiction – Fantasy – Strange – Books – News – Space


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Mudança de rumo, sem mapa ou destino.

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Depois de ter escrito “Goor – A Crónica de Feaglar I/II” e “O Regresso dos Deuses – Rebelião” – tendo até já o rascunho do que seria uma continuação do último, no mesmo universo, mas no futuro e com um nível tecnológico superior – decidi deixar a fantasia épica e dedicar o meu pouco tempo disponível a outro género, continuando a trilhar o caminho de escrever o que gosto, sem qualquer orientação “comercial/mainstream” que me condicione, sem prazos ou intenções de publicação. Continuarei a não incluir coisas como “paixonetas da moda” só para agradar aos gostos da maioria dos leitores. As coisas existirão se tiverem de existir. Não gostam? Muito bem…

Poderei até demorar anos a voltar a ter outra história terminada. Já não tenho as horas e horas diárias para escrever que tive em tempos e agora sei que a escrita é uma maratona e não um prova de velocidade. Olhando para o que já escrevi sinto-me insatisfeito e desejo aproveitar essa insatisfação e os preciosos momentos que tenho disponíveis para melhorar – um processo que deve ser constante e que até deverá consumir mais tempo que a escrita em si. Se para escrever um só parágrafo eu tiver de passar dias a pesquisar e a mergulhar em reflexões, não me queixarei, pelo contrário… Neste momento quero esse desafio, exijo-o!

Deixar a fantasia épica não é um divórcio conflituoso em que as virtudes da anterior companheira são esquecidas e pervertidas em defeitos. Nada disso! É apenas uma escolha sem simbolismos inclusos, tão natural como a decisão que tomamos num cruzamento. Felizmente, tenho a liberdade de decidir onde ficam esses cruzamentos na minha estrada.

Abraço!

Pedro Ventura

Change your opinions, keep to your principles; change your leaves, keep intact your roots.

Victor Hugo


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O Regresso dos Deuses – Rebelião (Editorial Presença)

Calédra, antiga rainha dos aurabranos, é acordada após um sono de décadas, qual Rei Artur destinado a ressurgir no momento de maior necessidade. Mas aqui começa também o calvário desta personagem: as expectativas de um mundo pesam sobre esta guerreira singular, mas ainda desorientada perante a nova era. A reacção não poderia deixar de ser intempestiva; de vontade férrea, aceita a sua responsabilidade, mas nos seus próprios termos.

Crescentemente, Calédra torna-se um “buraco-negro” que condiciona amigos e inimigos. Para além disso, é esta a personagem que marca todo o livro, e é ela que o carrega do princípio ao fim. Dona de uma personalidade indomável, revelando-se muitas vezes prepotente, arbitrária, ou apenas moralmente alheada, Calédra demonstra uma aposta de Pedro Ventura em criar uma protagonista em tudo diferente do molde já batido da comum fantasia épica.
Aliás, também o arco de história, que engloba mais do que este livro, deixa, principalmente na figura dos endeusados Holkan e da sua relação com Calédra, pistas que remetem esse mesmo registo de fantasia épica para um suspeito véu colocado sobre a nossa percepção da realidade.

Toda a narrativa está bem construída (para um volume que funciona como introdução a uma obra mais vasta), mas assenta fortemente na aceitação do leitor em se tornar em mais um dos seguidores indefectíveis de Calédra. Sem essa “submissão”, que o autor consegue lograr pelo arrojo com que impõe a protagonista, imagino que a leitura seja dificultada. Com uma escrita adulta, e um enredo que muito se aproxima de um espírito quase shakespeariano, Pedro Ventura faz poucas concessões ao facilitismo, ocupando uma posição na actual literatura fantástica nacional que, apesar de não esvaziada de executantes, era urgente reforçar.

A linguagem utilizada poderá revelar-se outro ponto de ruptura. Assumidamente grandiloquente, poderá para alguns leitores ser insuportavelmente pomposa. Verdadeiramente, o nível de tolerância é marcado pela imersão que o leitor ser permitirá ter na história. E esta limitação inicial acaba por ser uma mais-valia para o seguimento da leitura; quer quando existem alguns episódios cuja exposição está menos conseguida, quer quando as atitudes das personagens dificultam a manutenção de empatia ou identificação do leitor com as mesmas. Mas para quem lá chegar, a leitura já se terá tornado compulsiva.

Apresentando-se como um (re)início ambicioso, e deixando no final das suas páginas a promessa de maiores revelações num volume vindouro,Regresso dos Deuses – Rebelião marca, em boa hora, a “descoberta” de Pedro Ventura pelo grande público. Estão de parabéns o autor e a editora, por esta honrosa adição à colecção Via Láctea.


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Promoção: Ebook da 2ª edição de Goor – A Crónica de Feaglar.

Goor Crónica de Feaglar romance épico fantástico livro Portugal Brasil cronica

Ebook da 2ª edição de Goor – A Crónica de Feaglar por apenas 3,50€!

 
 “Lembro que cando rematei de lér a segunda novela de Pedro Ventura (Goor II – A Crónica de Feaglar, aló polo 2007) puiden dicir sen temor ao ridículo que viña de rematar a millor novela de xénero fantástico da miña vida. Aquela novela era o cabo a unha história de coraxe, aventuras e humanidade que tan só facían desexar lér mais e mais (…)”
NOVA FANTASIA (GALIZA - ESPANHA)
 
"Enquanto leitor senti-me verdadeiramente sugado pela história levando a que consumisse cada pequeno passo da narrativa de forma deliciosa...Tem todos os ingredientes: acção, intriga, romance... Se gosta do género, vai adorar este livro. Eu já vou a meio e estou a adorar! A história é fluida e interessante, tendo lugar num mundo imaginário, onde o valor humano tem um papel muito importante. Quem não comprar este livro não sabe o que perde..."
GALEONDI - YAHOO (BRASIL)    "Goor - As Crónicas de Feaglar I & II são obras inigualáveis. A primeira coisa em que pensei quando terminei de os ler foi "Uau, nunca pensei que houvesse uma obra destas, muito menos escrita por um autor português". (...) Desde cedo entramos num mundo completamente novo. E, apesar de estas duas obras serem classificadas no género Fantástico, desenganem-se se pensam que vão encontrar os seus elementos típicos como fadas, gnomos, elfos, anjos ou vampiros ou o que quer que vos possa passar pela cabeça. Aqui, temos a humanidade dura e crua, onde cada pensamento e acção têm uma intensidade nunca antes expressas desta forma." SOFIA TEIXEIRA - BLOG MORRIGHAN (PORTUGAL)

 

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Inves Serie 500 Inves Serie 600 Ipad Ipod Touch IRex Digital Reader 800S IRex Digital Reader 1000S






IRiver Story Onyx Boox 60 Papyre 6.S Alex Papyre 6.1 BQ Cervantes






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1942 – Robert Conroy (opinião)

 

 

 

Num romance de História Alternativa, nos moldes deste 1942 de R. Conroy, existe aquilo a que chamo “instante ómega/alfa”, o momento a partir do qual existe um desvio do real, do histórico – neste caso uma decisão de Chuichi Nagumo. No entanto, para manter um mínimo de coerência, o autor não pode transformar 0 “pós-momento ómega/alfa” numa instantânea derrapagem fantasiosa e adulterar o passado – nesse caso temos um mundo alternativo, algo bem diferente. Por exemplo, se colocarmos esse “instante ómega/alfa” em 21 de Maio de 1941, podemos alterar o destino do Bismark, mas não podemos ignorar a sua existência – uma tal omissão poderá revelar algo bem gravoso… Mas não estou aqui para tecer tais considerações, apesar de estarem relacionadas com o que me foi pedido – deixo isso para os mais versados na matéria. O que me pediram foi uma análise ao nível das referências bélicas. E Conroy, supostamente professor de História, parece não ter estudado muito bem a lição… Começa por ser impreciso em relação à existência de certos navios nipónicos, caindo no erro que assinalei logo no início deste texto. revela igualmente uma paupérrima simplicidade no que diz respeito a meios aéreos: para Conroy tudo se resume aos Mitsubishi A6M e a um tipo indefinido de avião americano ( P-40? F4F? ), esquecendo que, naquela época, os meios aéreos eram especializados e pouco dados a polivalências – salvo raras e famosas excepções. O que aconteceu a todos os caças/caças-bombardeiros/bombardeiros/bombardeiros de mergulho/assalto/torpedeiros/reconhecimento/etc/etc… O que aconteceu aos Kate e aos Val? Ou terão sido os Zero a lançar bombas e torpedos? E do lado americano?… Chega a parecer que Conroy se limitou à leitura de páginas desse “providenciador” de cultura ligeira ( wiki ) ou de um qualquer livro do 9º ano de escolaridade… Outros pormenores acabam por parecer pouco “alternativos”, escorregando para o campo do absurdo: operações de resistência/guerrilha em locais sem condições para tal, um espectacular contra-ataque americano ( talvez liderado pelo Capitão América… ) que nos leva a ponderar a hipótese de a maioria dos defensores japoneses ter praticado Seppuku antes da invasão. A facilidade é tal que nos leva a pensar que a conquista de ilhas aos japoneses foi um “passeio no parque” – veja-se Guadalcanal, Tarawa, Palau, Ryukyu…

O livro lê-se bem, mas para entusiastas da WWII, desaponta…